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E se os arquivos de computador fossem partidos políticos?

PPT, PSD, PNG e PDF apresentam suas propostas em postagem bem-humorada no Facebook.

E se os arquivos de computador fossem partidos políticos? (Fonte da imagem: Reprodução/Facebook)

Cansado dos velhos partidos políticos? Algumas das siglas causam calafrios em você, por conta de um histórico tão limpo quanto pau de galinheiro? Bem, então talvez seja hora de renovar. Quer dizer, que tal trocar aquela sua velha chapa por um arquivo de computador? As propostas são boas, conforme mostrou a agência de publicidade curitibana Guarda (Chuva), em sua página no Facebook. Confira abaixo:

PPT — Apresentando o progresso

A versão política do tradicional arquivo do Microsoft Power Point aparece com boas promessas. Entre elas, “apresentações das melhores soluções de forma prática, sintetizada e coerente”.

E se os arquivos de computador fossem partidos políticos? (Fonte da imagem: Reprodução/Facebook)

Isso a despeito de uma grande injustiça cometida até hoje: “Apesar de muitos espalharem porcamente nossas políticas por aí, com divulgação em massa através de emails, principalmente, estamos aqui dispostos a mostrar que nosso partido não é chato, maçante e com ideias lugar comum chupinhadas (sic) da internet.”

PSD — Compromisso com a imagem do povo

Qual poderia ser a promessa principal de uma “releitura política” do arquivo multicamadas do Adobe Photoshop? Uma preocupação com a “imagem do povo”, naturalmente — conforme consta no slogan. “Nascido da extrema necessidade de melhorar a imagem da política brasileira, o PSD é um partido de direita que não tem medo de apontar as falhas que existem por aí e melhorá-las com as inúmeras ferramentas que tem à sua disposição.”

E se os arquivos de computador fossem partidos políticos? (Fonte da imagem: Reprodução/Facebook)

E a atual versão do Contrato Social do “partido” — ou, simplesmente, o “CS” — deve aquecer ainda mais o embate político. “Hoje, o CS se encontra na sua sexta versão, CS6, que promete facilitar o acesso dos leigos às nossas políticas e criar um sistema de governo que não se sature, que tenha mais brilho democrático e menos contraste social.” O partido garante ainda que “passará uma borracha no que for desnecessário”, garantindo ter fontes “mais confiáveis”.

Assim como o PPT, o PSD considera-se também injustiçado, é claro. “Muitos nos acusam de não sermos um partido verdadeiro, cheio de máscaras, que tudo é imagem e manipulação, que somos falsos e prezamos somente pela estética, mas isso não é verdade. Temos um compromisso com o melhoramento e com a perfeição.”

PNG — Transparência acima de tudo!

Um formato de imagem livre de algoritmos patenteados? Não aqui — embora, assim como nos computadores, a ideia aqui é seguir com o legado de um bom antecessor. “Tomando as ideias principais do GIF (Grupo Integrado de Formação), o PNG se desenvolve como sua evolução natural, trazendo não só a formação da direita centralizada, mas também oferecendo ideais de honestidade e visibilidade total, com bases esquerdistas.”

E se os arquivos de computador fossem partidos políticos? (Fonte da imagem: Reprodução/Facebook)

Mas a descrição pomposa continua: “Por conta de sua consciência em grupo e das grandes discussões, o partido é amplamente reconhecido por sua alta compreensão perante formatações e opiniões diversas”. Naturalmente, o partido também inclui promessas de “viabilização total de informações públicas relevantes”.

PDF — Imprimindo a realidade

Por fim, há o PDF. Portable Document Format? Tente novamente. “Direito de igualdade! Essa é a premissa, o objetivo e o motivo do PDF ter sido criado. Baseado em teorias políticas de esquerda, nosso partido acredita que deveríamos todos ser tratados como indivíduos com os mesmos direitos.”

A propaganda política continua: “Não importa se você é fruto social dos vetores da desigualdade dos inconstantes gráficos econômicos ou do mundo dos documentos e burocracia. Aqui no PDF, você é reconhecido como igual”.

E se os arquivos de computador fossem partidos políticos? (Fonte da imagem: Reprodução/Facebook)

O que dizer? Há até mesmo um discurso humanista: “Afinal, não somos nossa raça, gênero, versão, formato, de onde viemos ou quantos anos temos. Somos todos seres humanos, iguais perante a lei e únicos perante a ideologia e os ideais de cada um”.

E então, encontrou o seu representante acima? Do jeito que as coisas vão, pode ser uma boa ajuda para as eleições próximas…

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05/10/2012 Posted by | Espaço | Deixe um comentário

   

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